quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Big Brother Brasil

Relou pipou! Como foi a virada de ano??? Espero que ótima.

Por falar nisso, mal vira o ano e o brasileiro, há 10 anos, fica na expectativa pelo início do maior reality show nacional, o Big Brother Brasil.
Após as nove edições já ocorridas, muitas são as opiniões em torno do programa que agrada a alguns e, nem tanto, a outros. Confesso a vocês que, de uns dois anos pra cá, me enquadro ao segundo grupo citado. Gosto de, sempre que possível, analisar situações e tirar minhas próprias conclusões. Não que eu esteja dizendo que isso não seja possível ao assistir o reality, mas que, com toda certeza, essa capacidade fica bastante limitada, haja vista todo o trabalho de edição que ocorre.
Aqueles que têm a possibilidade de assistir o programa em tempo integral possuem uma visão completamente distinta, tanto de participantes como de situações, daquela obtida por quem o faz somente por meio da TV.
Ontem (05 de janeiro), foram anunciados os participantes da 10ª edição, o que causou rebuliço nos meios de comunicação e programas de fofocas e afins da TV. Não bastasse todos os questionamentos realizados sobre a seleção excessiva de participantes do estado de São Paulo, foram disponibilizados hoje (06 de janeiro) os vídeos de apresentação de cada participante. (Para quem ainda não viu, #fikdik)
Observando as referidas apresentações que possuem, aproximadamente, 12 segundos de fala dos participantes, fica clara a manipulação no desenvolver dos “achismos”, por assim dizer, de cada espectador em relação aos candidatos ao prêmio de um milhão de reais; antes mesmo de o programa ter início.
Para exemplificar, têm-se dois exemplos distintos. O primeiro deles refere-se ao participante Carlos, o qual já foi tachado de galã sarado e pegador. A edição das entrevistas fez questão de apresentar as frases: “Eu sou grande e forte, e não vou querer intimidar ninguém por isso!” e “Se acontecer, eu vou e caio pra dentro mesmo!”, referindo-se a relacionamentos amorosos.
Confiram:




Em contrapartida, têm-se o segundo exemplo, do participante Dicesar. Para este, vê-se logo a intenção da edição, do tipo: me amem ou me odeiem. Nessa entrevista, percebe-se que, em meio a uma infinita quantidade de frases e respostas que obviamente foram expressadas pelo candidato, deram preferência a: “Sou maquiador durante o dia e Drag Queen a noite”. Analisando-se mais a fundo, nota-se o grau apelativo que possui essa frase, a qual é muito utilizada para deboches e piadinhas cotidianas, não é verdade?!




Ainda não citando o participante Sergio, o qual representa dentro da casa um gay super estereotipado (assunto para outro post), desejo a todos os que irão assistir, bastante capacidade crítica nos julgamentos.
Para os que não vão assistir, e aqui eu me incluo, desejo paciência para ter que ouvir comentários sobre o reality todos os dias durante três meses.

Finalizo interrogando: Será mesmo esse o caminho para alcançar um Brasil decente??!!

Diego Ferro

2 comentários:

  1. Arrazoou no post Dii...
    E eu, como telespectadora assídua das edições anteriores, concordo plenamente com o que disse!
    Incrível como a cada edição o programa tem ficado mais apelativo, acho o fim.
    Mas como você mesmo disse, importante é assistir com olhos clínicos pra não se permitir ser manipulado!
    Parabéns mais uma vez bunito, continue assim que ta indo beem ;)
    @Naathybarros

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  2. Mandou muito bem Didi... concordo em gênero, número e grau com sua postagem. Sinto que teremos 3 meses pela frente de muita hipocrisia e sensasionalismo por parte da grande Rede Globo. Aff.

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